
Uma narrativa profunda e reflexiva que nos faz questionar o sentido da vida.
Em um futuro próximo, mas ao mesmo tempo atemporal, Eva Baltasar nos apresenta a história de uma mulher que, ao chegar à meia-idade, sente o peso de um corpo que já não responde como antes e de memórias que se desfazem como gelo ao sol. A narrativa acompanha-a enquanto ela tenta reconstruir sua identidade fragmentada, enfrentando a solidão de um mundo que parece avançar sem ela, onde cada objeto cotidiano se torna um lembrete da passagem inexorável do tempo. A trama se desenvolve em torno de encontros inesperados – um velho amigo, um vizinho excêntrico, um cachorro que parece carregar o espírito de um mamute extinto – que servem de espelhos para que a protagonista reflita sobre o que realmente importa. Entre diálogos carregados de melancolia e momentos de introspecção profunda, o livro explora temas como perda, identidade e a busca por sentido em meio ao caos silencioso da existência moderna. A obra é uma reflexão sobre a condição humana, sobre como nos relacionamos com o mundo e conosco mesmos, e sobre a busca por significado em um universo aparentemente indiferente. Com uma prosa delicada, porém incisiva, Baltasar convida o leitor a mergulhar na jornada introspectiva de sua protagonista, desvendando camadas de significado que vão além da superfície da narrativa. A história se desenrola como um tapete ricamente tecido, com cada fio representando uma faceta da experiência humana, desde a solidão e a perda até a conexão e a transformação. Ao longo da leitura, o leitor é convidado a questionar suas próprias percepções sobre a vida, o tempo e a memória, e a refletir sobre como esses elementos se entrelaçam para formar a tapeçaria de nossas existências.
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